A Lei 98/2009 inclui a assistência psicológica nas prestações obrigatórias do regime de reparação de acidentes de trabalho. O PsiTrauma opera como prestador especializado em trauma, com protocolo EMDR, relatórios com valor pericial e cobertura nacional — encurtando a Incapacidade Temporária Absoluta e reduzindo a Incapacidade Permanente Parcial psicológica indemnizável.
O sinistrado de acidente de trabalho não precisa de mais tempo — precisa do tratamento certo. Quando o trauma é abordado nas primeiras semanas com protocolo EMDR, a ITA fecha mais cedo, a IPP psicológica deixa de ser indemnizável e o regresso ao posto de trabalho acontece com segurança clínica. É isso que entregamos às seguradoras.
Quando o componente psicológico não é avaliado com rigor, a seguradora paga mais do que devia — em ITA prolongada, em IPP que não tinha de existir e em concausalidades aceites por omissão.
Sem relatório técnico que estabeleça o nexo entre o evento laboral e o quadro psicológico, a junta médica fica dependente de queixas autorreferidas. A seguradora arrisca-se a indemnizar patologia não imputável ou, no extremo oposto, a recusar quadros legítimos com risco litigioso.
Psicoterapia generalista sem protocolo trauma-específico tende a manter o sinistrado em baixa por meses. Cada semana adicional de ITA representa custo directo de incapacidade temporária e adia o regresso produtivo — sem ganho clínico proporcional para o sinistrado.
Muitos quadros classificados como sequela permanente são, na verdade, perturbação de stress pós-traumático tratável com remissão completa. Sem intervenção especializada na janela útil, o quadro cronifica e a IPP psicológica passa a ser indemnizável pelo resto da vida activa do trabalhador.
Quando o trauma agudo se sobrepõe a vulnerabilidade prévia, é essencial separar o que é imputável ao acidente do que pré-existia. Sem avaliação técnica detalhada, a seguradora acaba a indemnizar a totalidade do quadro, incluindo patologia anterior ao sinistro.
A Lei 98/2009, de 4 de Setembro integra a assistência médica, medicamentosa, psicológica e de reabilitação nas prestações obrigatórias devidas ao sinistrado. A escolha do prestador cabe à entidade responsável pelo pagamento — tipicamente a seguradora — e a alta é dada após avaliação do estado de Consolidação Sem Desvalorização (ACSD) ou fixação de IPP por junta médica.
A assistência psicológica não é um anexo ao processo: é parte do tratamento devido, sob a mesma lógica de adequação técnica e proporcionalidade que rege as outras especialidades clínicas envolvidas no sinistro.
No fecho do sinistro, a junta médica decide entre ACSD (alta sem desvalorização, sem indemnização permanente) e IPP (Incapacidade Permanente Parcial, com indemnização proporcional ao coeficiente). Para o componente psicológico, esta decisão depende da existência ou não de sequelas residuais após tratamento adequado.
O protocolo PsiTrauma optimiza esta avaliação: ao tratar o trauma com EMDR na janela útil, a remissão completa do quadro permite ACSD em vez de IPP psicológica indemnizável. Quando subsiste alguma sequela, o coeficiente fixado é tipicamente inferior ao que seria atribuído sem intervenção especializada.
Menor ITA, regresso mais rápido, e em 94% dos casos eliminação ou redução da IPP psicológica indemnizável.
Seis vectores de intervenção que actuam directamente sobre os indicadores de custo do processo de reparação.
Avaliação inicial estruturada que estabelece — ou exclui — a imputabilidade do quadro psicológico ao evento laboral. Documentação técnica que sustenta a posição da seguradora em junta médica e, se necessário, em sede judicial.
AvaliaçãoQuanto mais cedo se inicia o protocolo trauma-específico, melhor o prognóstico. Encaminhamento no próprio dia da sinalização, primeira consulta em prazo curto, e início do EMDR após estabilização — sem listas de espera prolongadas.
Janela útilTrabalho clínico orientado para regresso funcional ao posto de trabalho, em média 4 semanas após início da intervenção em trauma psicológico sem dano físico — com 100% de regresso ao trabalho neste perfil de casos.
Custo ITARemissão clínica do quadro psicológico em 94% dos sinistrados acompanhados, o que se traduz em alta sem desvalorização ou, nos casos com sequela residual, em coeficiente de IPP significativamente reduzido face ao quadro inicial.
IndemnizaçãoAplicação do protocolo Eye Movement Desensitization and Reprocessing, recomendado pela Organização Mundial de Saúde como tratamento de primeira linha para PTSD, com forte evidência em adultos vítimas de acidentes.
ProtocoloAvaliação clínica treinada para diferenciar quadro trauma-específico de simulação, sobrevalorização sintomática ou patologia psicológica prévia. Permite à seguradora pagar apenas o que é efectivamente imputável ao sinistro AT em causa.
PericialQuatro etapas com prazos definidos e entregáveis documentais em cada uma delas.
A seguradora sinaliza o sinistro por email ou telefone directo à coordenação clínica. Resposta no próprio dia útil com agendamento da avaliação inicial. Recolha estruturada do histórico do sinistro a partir do processo da seguradora.
Consulta de avaliação com instrumentos clínicos validados. Emissão de relatório técnico inicial com diagnóstico, estabelecimento ou exclusão do nexo causal, gravidade do quadro e proposta de plano de intervenção, dirigido ao Director Médico da seguradora.
Aplicação do protocolo ao longo de 10 a 18 sessões consoante o perfil clínico, com relatórios periódicos de evolução. Articulação clínica com fisiatria, ortopedia e medicina do trabalho sempre que o sinistro envolva lesão física concomitante.
Relatório final com valor pericial: estado clínico à data de alta, ACSD ou proposta de coeficiente de IPP psicológica, prognóstico de manutenção e fundamentação técnica para junta médica. Documento elaborado para sustentar a posição da seguradora em todas as instâncias.
O EMDR não é uma abordagem alternativa: é uma intervenção com literatura revista por pares e endosso de organismos internacionais.
Em 2013, a OMS publicou directrizes que identificam o EMDR e a Terapia Cognitivo-Comportamental focada no trauma como tratamentos de primeira linha para PTSD em adultos, crianças e adolescentes.
Ler comunicado oficial →Estudo clássico de Marcus, Marquis e Sakai documenta remissão de PTSD após sessões de EMDR, com manutenção dos ganhos em seguimento, demonstrando a eficácia clínica do protocolo.
Ler estudo →Desde 2018, 624 sinistrados acompanhados em sinistros de acidentes de trabalho e viação, com alta clínica sem incapacidade psicológica indemnizável e regresso ao trabalho em média 4 semanas após início da intervenção em trauma sem dano físico.
Reunião de 30 minutos, sem custo, para apresentar o protocolo, os dados internos, o modelo de relatórios e a forma de integração com o vosso fluxo de sinistros AT.